O casal de irmãos, M,3 anos, e M.E. 11 meses, acolhidos há cinco meses num abrigo em São Luís, são algumas das crianças que tiveram sua situação avaliada durante o Dia Nacional de Audiências Concentradas, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira, 27.
As varas da Infância e da Juventude da capital concluíram a agenda de audiências em que foram verificadas a situação pessoal e processual dos meninos e meninas acolhidos em instituições ou famílias, como parte do evento promovido pelo CNJ em todo o país. Ate a semana passada, 98 crianças e adolescentes se encontravam abrigadas na capital.
A mobilização nacional que tem parceria com as Coordenadorias da Infância e Juventude dos tribunais de Justiça dos estados, busca revisar, a cada seis meses, a situação de crianças e adolescentes que se encontram em unidades de acolhimento.
Em São Luís, o titular da 1ª Vara, José Américo Abreu, iniciou as sessões no dia 19 de julho, e encerrou nesta terça-feira, com 35 audiências realizadas em oito abrigos da capital, com a participação da promotoria da Infância e Juventude e da Defensoria Pública do Estado.
Somente pela 1ª Vara aconteceram cinco reinserções de forma imediata, já com a guarda provisória, ou seja, a volta da criança a convivência familiar, além de outras providências, conforme as recomendações da Instrução Normativa nº 02/2010, do CNJ.
A prioridade é reinserir a criança ou adolescente na família biológica ou extensiva, não havendo possibilidade, parte-se para o processo de adoção, afirmou o juiz, observando que as audiências são extremamente proveitosas, diante da revisão de cada caso, o que é feito a cada seis meses.
Em alguns dos casos verificados foi permitida visita às crianças, sob a supervisão de assistentes sociais e psicólogos, para que seja feita uma reavaliação, para saber se o responsável tem condição de receber o menino ou menina de volta.
No Maranhão, os trabalhos são orientados pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça, presidida pela desembargadora Cleonice Freire
Norma - Entre outras atribuições, a norma do CNJ orienta o judiciário para que busque saber quem são, onde estão e o que fazem as instituições que executam a medida protetiva de acolhimento, além de efetivar o levantamento das crianças e adolescentes acolhidos, com atendimento individualizado e, na medida do possível, as suas necessidades e de suas famílias; bem como, formalizar, se necessário, parceria com as prefeituras.
Joelma Nascimento
Assessoria de Comunicação do TJ/MA
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LBM 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
ESSAS CRIANÇAS SÓ ESTÃO EM ABRIGOS A TANTO TEMPO DEVIDO A TANTA "BURROCRACIA" QUE EXISTE NO BRASIL. AS MEDIDAS DEVERIAM SER MAIS SIMPLES QUE FACILITARIAM A INSERÇÃO DESSAS CRINÇAS EM SEIO FAMILIAR ESTÁVEL, QUE IRIA GARANTIR A ELES MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA, MAS ENQUANTO AS NOSSA LEIS FOREM DESCRITAS, ESCRITAS E INTERPRETADAS POR "BURROS" CONTINUAREMOS SENDO PAÍS DE 4º MUNDO...COM CRIANÇAS SEM EDUCAÇÃO, SAUDE E NENHUMA PERSPECTIVA DE VIDA.
liane slobodian... 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
Espero que com essa medida do CNJ essas crianças cheguem logo às suas famílias substitutas. Essa semana em Almirante Tamandarè (PR), o lar das crianas pegou fogo e morreram uma cuidadora e uma criança de 1 ano. Quem sabe, o destino dessa criança não poderia ter sido diferente, em uma família que a adotasse.
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